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COMO SUPERAR O FIM DO RELACIONAMENTO – FASES DO LUTO |divórcio – separação – dependencia emocional|

março 15, 2019 - Dores
COMO SUPERAR O FIM DO RELACIONAMENTO – FASES DO LUTO |divórcio –  separação – dependencia emocional|

Olá eu sou Adalberto Arilha, advogado, mediador; e você está aqui no canal Divorcio Suave suave hoje eu quero conversar com você sobre um tema muito importante que é a questão da dependência emocional é a questão do luto que envolvem uma separação Esses são temas muito importantes porque se referem a um momento muito difícil do processo de divórcio, quando você, de fato, se vê dentro desse processo deflagrado e aí é como se fosse uma enorme tsunami emocional que chega e arrebatar tudo o que você tinha como garantido na sua vida.

Eu costumo dizer sempre, aqui no canal, que o divórcio talvez seja o momento mais difícil da vida de um adulto mas também é um processo de reconstrução pessoal É uma oportunidade fantástica que você pode ter na sua vida de se reconstruir e de fazer uma caminhada onde você seja muito mais feliz do que você era anteriormente Mas para que você possa ter ferramentas, para que você possa ter os instrumentos para fazer essa caminhada, fazer essa reconstrução pessoal, é preciso que você entenda como está acontecendo esse processo de luto Eu dizia que é, justamente quando você começa a entender tudo o que se passa à sua volta, é que você começa a descobrir os caminhos que vão surgindo Então é preciso que a gente analise essa comparação que se faz o divórcio com um processo de luto.

De onde veio isso? Porque é que isso existe? Qual é a origem dessa comparação? Esse paralelo que se faz do divórcio com a perda de um ente querido isso surgiu lá na década de 60, mais precisamente em 69, quando uma psicóloga chamada Elizabeth Kubler-Ross publicou um livro que acabou sendo muito famoso “”Sobre a morte e morrendo””, onde ela fez um enorme pesquisa junto a pacientes terminais que estavam encarando a finitude da vida, a própria morte Ela elaborou um modelo que depois acabou sendo estendido para todos os tipos de perda que a gente acaba enfrentando na vida Mas é importante que se tenha em mente que o modelo da Doutora Ross foi desenvolvido com pacientes terminais E quando você passa é esse modelo direto para o divórcio você se esquece que dentro de um processo de divórcio, dentro de um processo de separação, dentro desse terremoto emocional que é uma separação, a verdade é que você pode encarar como sendo três processos ao mesmo tempo, simultaneamente, o que faz com que essa situação fique ainda mais confusa, ainda mais difícil pra se lidar com ela.

Quando eu digo três processos de luto, o que eu quero dizer eu quero dizer é que primeiro você tem um oluto que é o mais óbvio que é o luto do próprio relacionamento. Quando você entra num processo de separação, quando você está vivenciando o divórcio, você tem que digerir o fim desse relacionamento isso é difícil porque às vezes esse relacionamento é de anos, às vezes décadas, envolve lembranças, envolve os sonhos, envolve afinal de contas toda uma construção que você fez para sua própria vida E elaborar o luto do relacionamento em si, já é bastante difícil. Mas existe ainda um outro luto que às vezes as pessoas não se dão conta que é elaborar o luto da perda da pessoa amada, a perda do companheiro, isso é um outro luto.

É diferente do luto do relacionamento porque você passa a ter que digerir a perda daquele companheiro de tantos anos, de décadas, e isso se distingue da perda do relacionamento em si. Mas como se fosse pouco tudo isso, ainda existe um terceiro luto que precisa ser elaborado e que é o próprio luto. Quando você está no processo de separação, Além da perda do relacionamento, além da perda do objeto do seu amor, do seu companheiro, existe ainda um terceiro luto que é quando você se dá conta de que você não é ou não vai poder ser mais o mesmo que você era quando estava dentro dessa situação. E aí é que de fato se dá a própria reconstrução Então esse terceiro processo de luto, quando você olha pra você, e vê que você não é mais o mesmo, que você precisa se reconstruir, que a ideia que você tinha de si próprio, talvez não corresponda exatamente a realidade.

O que você vai querer daqui pra frente, isso envolve um terceiro processo de luto. Então, passar por uma separação é especialmente complicado porque você tem que elaborar tudo isso, e tudo isso vem ao mesmo tempo Tudo isso é um enorme questionamento que você tem que fazer na sua vida. Por isso o divórcio é um ponto muito especial na vida de qualquer pessoa Como que é o modelo da doutora Elisabeth Kubler-Ross, que foi elaborado no final da década de 60, quando ela fez uma enorme pesquisa com pessoas que estavam em processo terminal.

O modelo da doutora Ross prevê que todo mundo pode passar por cinco fases, quando está vivenciando um luto, mas ela faz algumas ressalvas, que eu faço aqui também, pra que você pense nisso quando você pensar sobre o seu próprio processo de separação. A doutora Ross coloca que, não necessariamente, todo mundo vai passar por estas cinco fases do luto. E também ela coloca que não existe prazo pré-determinado para essas fases. Algumas podem ser muito rápidas, algumas podem levar anos Também ela coloca que não existe uma ordem pré estabelecida para que você passe por essas fases.

Muitas dessas fases acontecem ao mesmo tempo. E às vezes você vivencia, não só uma fase, mas as vezes você passa por duas, três fases, às vezes no mesmo dia Passar por um divórcio é de tal forma desagregador, desconcertante, que as suas emoções, os seus sentimentos, começam a se misturar de uma forma impressionante, às vezes ao longo do mesmo dia. As vezes você tem vontade de matar o seu ex companheiro, às vezes no mesmo dia você tem uma vontade irresistível de reconstruir a vida com ele, e você tem também às vezes a aceitação de que tudo aquilo acabou Então veja o que a doutora Ross coloca de uma forma muito clara é que primeiro, não existe uma seqüência estabelecida, embora exista uma seqüência lógica para que você passe por essas cinco fases.

Não existe uma duração pré determinada e não necessariamente é uma após a outra, ou seja, resumindo, o que a doutora Ross esclarece é que essas cinco fases luto não são como uma receita de bolo Na verdade, cada um tem a sua própria história, cada relacionamento é único, e cada divórcio, cada caso de separação também vai acontecer de uma forma única, porque afinal de contas são dois seres humanos únicos que estão ali dentro de uma experiência que está terminando. Então como cada um vai encarar isso é uma situação que não nunca se reproduziu antes, nem nunca vai se reproduzir depois Feitas essas ressalvas sobre essas cinco fases do luto, dá para dizer que a primeira fase do luto é a negação. O que é a negação? A negação é quando você se depara com a situação, você se depara com o fato, mas de alguma forma aquele fato é tão é tão forte, é tão arrebatador, é tão devastador, que até é uma maneira de você se proteger de todo esse potencial destrutivo que aquele fato apresenta a você.

De alguma forma, você faz de conta que ele não tá acontecendo Então quando, por exemplo, se o seu companheiro chegar pra você e falar assim olha, eu quero me separar você, talvez se você tiver nessa fase de negação, você vai começar dizer não, ele estava em um momento de raiva, ele não quis dizer isso de verdade, isso foi só um momento, e ele não pensa assim, eu tenho certeza que as coisas não estão nessa situação.

Ou quando você simplesmente faz de conta que não ouviu o que foi dito Enfim você entra num processo de negação absoluta do que está acontecendo.

A segunda fase do luto é a fase da raiva A segunda fase então você começa a construir um estado emocional ,você constrói o estado emocional, onde toda aquela situação ela é absolutamente injusta, você fica em um estado emocional constrói uma imagem do seu companheiro, onde ele não tem mais qualidade nenhuma você simplesmente realçou todas as coisas ruins que ele tem, ele passa a não ter mais nenhum ponto positivo, e todos aqueles aspectos ruins vão deixando você cada vez mais revoltada com o que está acontecendo, e você começa a achar que aquilo você não merece, aquilo que está acontecendo.

E você começa a amaldiçoar sua vida, que a vida não vale a pena, que a vida uma porcaria, e você fica com muita raiva, com ódio daquilo que você está vivenciando, você passa a maldizer tudo que está na sua frente. Essa é a fase da Raiva. Depois que você passa por esta fase de raiva, você évai entrar na terceira fase, que é a face da barganha. Mesmo tendo feita a negação dos fatos que estão acontecendo, mesmo se sentindo completamente traída pela vida, ou pelos fatos ou pelo companheiro, e aquilo que dá um ódio tremendo, quando você chega na barganha, você começa a fazer qualquer negócio pra manter a situação. Essa é a idéia do estado emocional de barganha.

Então aí vale tudo Vale terapia de casal, vale cartomante, vale astrólogo muitas pessoas abraçam uma nova religião, enfim, existe uma situação onde você, às vezes, por extrema vontade de manter a situação antiga, ou então, por muito medo de partir para uma situação nova, seja lá qual motivo for, você começa a tentar, de todas as maneiras, recuperar, recuperar.

Muitas muitos casais saem para uma segunda lua de mel, e fazem planos, e fazem todas as tentativas possíveis pra manter o relacionamento, simplesmente isso. Evidentemente, algumas pessoas, alguns casos, talvez se reconciliem, talvez consigam reconstruir esse relacionamento de alguma forma Mas normalmente, a fase da barganha é um comportamento desesperado, caótico, para tentar manter aquela situação.

E evidentemente, na maioria das vezes isso não acontece. Depois que você passou pela primeira fase, que é a fase da negação, depois que você passou pela segunda fase, que é a fase da raiva, e você passou pela terceira fase, que é a fase da barganha, vem a quarta fase, que é a fase da depressão. Nesta fase de depressão, o que acontece é que você, de alguma forma, se dá conta de que a separação é inescapável, que ela está colocada na mesa, que não existe maneira de sair disso, e você vê que todo aquele relacionamento, ou às vezes a toda a sua vida dentro daquele relacionamento, está simplesmente se dissolvendo. E dentro, como eu disse no começo do vídeo, dentro desse dissolver não tem só a dissolução do relacionamento, mas tem o dissolver do parceiro, e às vezes tem o dissolver de si próprio. Então a sensação, neste momento emocional, nesta fase do luto da depressão, é uma sensação de nada.

É uma sensação de que o passado foi pura puro desperdício de tempo, de vida. Que o futuro simplesmente não existe, e que o presente é um nada Que o presente é, simplesmente, um enorme vazio. Essa fase da depressão é a fase onde, de fato, você está ali digerindo o fim você está fazendo o luto desse relacionamento, desses símbolos, e dessa situação que você viveu até o momento.

Depois que você consegue digerir isso, depois que você consegue passar por esse nada, que é o momento da depressão, vem a quinta fase fase, que é a da aceitação. Essa fase da aceitação é uma fase que normalmente as pessoas refletem como o momento de uma certa tranqüilidade diante de um fato da vida Essa fase de aceitação é quando você se dá conta de que aquilo tudo acabou, que o seu o o objeto do seu amor também não existe mais, e que quem você era também, ou quem você pensava que era, também não existe mais. É uma uma aceitação mesmo. Você encara a vida como sem véus, sem fantasias, e você percebe que aquilo tudo realmente acabou.

Pode parecer que isso é triste, mas quando você está passando por esse momento de aceitação, lá no fundo começa a aparecer uma uma sexta fase, que não aparece no estudo da Dra Elisabeth Ross, porque ela fez um estudo com pacientes terminais. Mas quando você está num processo de separação, depois que você passa pela aceitação, lá no fundo começa a brotar uma outra fase que é a fase de superação, quando você é começa a perceber que existem coisas a serem construídas, que existe uma vida pela frente, que existem momentos a ser vividos, quando você começa a voltar e olhar na sua história, naquele relacionamento, naquele casamento, e você começa não só se lembrar de coisas ruins. Aos poucos, bem aos poucos, as lembranças boas começam a ressurgir. Você começa a ver o seu relacionamento não só como uma desgraça, como uma perda de tempo, um desperdício de vida, mas você começa, o seu cérebro começa tem espaço pra ver as coisas boas que você vivenciou ali.

Porque com certeza elas existirão também. Então ao mesmo tempo que você consegue ter espaço para vivenciar isso, você começa a recuperar suas memórias boas, você ao mesmo tempo começa a fazer planos para você mesmo você começa a reconstruir a sua vida, e essa fase de superação é uma fase onde você vai começar a construir a sua independência emocional, de uma forma muito mais sólida, e muito mais concreta E isso é muito importante. É importante que as pessoas que passem por um processo de separação, ou que estão no meio do processo de separação, que elas sejam capazes de entender que isso é um processo, que isso vai levar um tempo, que isso é dolorido.

Não tem como passar por isso sem sofrer. São as dores do parto. E não adianta escapar. Esse luto, ele vai ter que ser concluído Ainda que você, não necessariamente, tenha que passar por todas essas fases, mas você vai ver que é muito natural que elas aconteçam.

É muito natural que no início você faça de tudo para negar o que está acontecendo. Que depois, você passe por um momento de muita raiva, que depois você tem que barganhar para manter aquela situação. Ou então recuperar a situação que você vivia Na hora que você vê que não dá, você é muito natural que você entre em um quadro depressivo e depois do quadro depressivo, você vai aceitar o que aconteceu.

Então, embora a Dra Ross esclareça que essas fases podem acontecer o mesmo tempo, ou algumas pessoas nem vão passar por todas elas, que não existe é um tempo determinado para cada uma delas, é muito lógico que elas aconteçam. E você pra sair disso, recuperada, sarada, todo esse sofrimento, é bom que você passe por isso, são momentos de aprendizado, são momentos de reflexão, e aí a hora que você digere tudo isso, você pode finalmente passar pra uma nova fase, onde é a fase da superação. E você pode reconstruir, ou começar de uma nova uma nova fase na sua vida. E se você passar por tudo isso, de uma forma concreta, se você vivenciar, de fato, as dores disso, se você olhar pra isso como um período de autoconhecimento, você vai para uma reconstrução de uma forma muito mais forte uma forma muito mais esperançosos.

E é assim que funciona. Então o vídeo de hoje é um vídeo que tenta mostrar que é muito difícil passar por uma separação que é dolorido mas que existe uma seqüência existe um processo, que que nos conta que, depois de tudo isso, se você vivenciar tudo isso, você vai então entrar numa nova fase Muito obrigado por ter chegado até aqui, se você gostou da um dá um jóia para mim, inscreva-se no canal, deixe seu comentário, todos os comentários são bem vindos e até a próxima 😉