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Um método para preservar a autoconfiança das vítimas de câncer de mama

janeiro 22, 2020 - Dores
Um método para preservar a autoconfiança das vítimas de câncer de mama

Segundo o especialista, a tatuagem dos mamilos pode ser feita seis meses após o término do tratamento da doença, bem como após a reconstrução do seio.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, José Alencar Gomes da Silva (Inca), são esperados mais de 59.000 casos de câncer de mama até o final do ano. Muitos destes casos exigem uma mastectomia (retirada da mama), como parte do tratamento do câncer de mama, o que enfraquece significativamente a confiança da mulher em si mesma. No entanto, depois de vencer a “batalha” frequentemente se inicia o processo de reconstrução do seio, que consiste em uma série de cirurgias, mas que tem como objetivo reduzir de alguma forma, a lesão associada com a perda da mama.

Ao mesmo tempo, há um outro procedimento que ajuda a aumentar ainda mais a auto-estima da mulher. Este é um tatuagem de aréola “reconstrutiva”. Segundo Carlos Rocha, especialista nesta técnica, a reconstrução de mama é freqüentemente realizada pelo tecido da coxa e costas, mas quando se olham no espelho ainda sentem que falta algo, e para muitos deles, continua a ser uma lesão. “Assim, a idéia da aréola é restaurar a auto-estima da pessoa que sofre. Esta é a última parte do processo. É muito emocionante ver o resultado psicológico que a gente recebe, além do resultado estético”, explicou.

Esta técnica consiste na colocação de pigmentos sob a pele, o que também se pode chamar micropigmentação. “Mas isso é algo muito concreto. Porque o tecido mamário se torna muito sensível após a reconstrução do seio. É um tecido que se destrói e se reconstrói com a pele de outras partes do corpo. Muitas vezes, os nervos estão danificados e deixam cicatrizes em forma de degraus. Assim, é importante verificar se o paciente já teve todo o tratamento, caso contrário, você tem que esperar seis meses”, revelou.

Rocha, que atualmente vive no estado de Virgínia nos Estados Unidos, destacou que está qualificado para realizar tratamentos, especializa-se em micropigmentação ou tatuagem e é licenciado em dermatologia ou oncologia. “Mas todo mundo tem que fazer testes e certificação. Tem que ir para escolas de beleza, estudar a pele, estudar o corpo humano em geral”.

Disse que quando começou a se interessar por este tema, havia apenas um especialista de destaque nos Estados Unidos. “Decidi me dedicar ao tema das aréolas, porque já tenho estudado a micropigmentação para as cicatrizes de camuflagem, a roupa interior, as sobrancelhas e os lábios”, disse. Há três meses na cidade de Nova York, Rocha recebeu o prêmio de Personalidade da Micropigmentação do Ano.

Enquanto ainda nos Estados Unidos, o especialista disse que os procedimentos se levavam a cabo em locais denominados “centros de saúde”, que seriam equivalentes a uma instalação médica se estivessem certificadas pelo governo. Mas mesmo isso difere de um país para outro: “Temos grupos de apoio muito fortes e eficazes para mulheres com câncer. Nos hospitais, as pessoas podem se inscrever e, em função de seus rendimentos, renunciar a todo ou parte de seu tratamento. Todos os hospitais oferecem esse tipo de serviço”.

Rocha acredita que apoiou mais de 120 mulheres. “A demanda é muito alta, mesmo para as pessoas que vem para Virgínia, nova jersey, Nova York, Flórida e Califórnia, por exemplo, para se submeter a um tratamento. Deve-se notar que não há contra-indicações para construir um sobre apenas para seguir as recomendações médicas, independentemente de se a pessoa está livre ou não.

Rocha, que virá a Manaus neste sábado (1), oferecerá dois tratamentos gratuitos para as mulheres que querem tatuagem da aréola. O show será conduzido por profissionais do estúdio de tatuagem Maison Rocha. As pessoas interessadas devem enviar fotos de seus seios, sem mostrar seus rostos ao (92) 98122-0086 “É tão bom ver as pessoas felizes, após a transformação, com lágrimas nos olhos. Eu vi isso como uma missão”, concluiu.